Psicanálise, psicologia ou psiquiatria?

Psicanálise, psicologia e psiquiatria. Esses “psi”, que tanto colaboram para o bem-estar geral, geram dúvidas no momento em que as pessoas precisam procurar um profissional.

O objetivo desse texto é esclarecer o que é a psicanálise e situá-la diante da psicologia e psiquiatria sem, no entanto, falar do que não lhe pertence, pois, o melhor profissional para falar de psicologia é o psicólogo e para falar sobre psiquiatria, é o psiquiatra.

A psicologia visa o bem-estar emocional, porém a formação do profissional é obrigatoriamente realizada em curso de graduação em psicologia. Um psicólogo pode seguir uma das diversas correntes psicológicas: fenomenologia, behaviorismo, cognitivismo, dentre outras ou seguir a corrente psicanalítica. Somente o psicólogo pode aplicar testes psicológicos.

Já o psiquiatra é um médico que estuda doenças, transtornos e desequilíbrios mentais. Por ser médico, é o único profissional habilitado a prescrever medicamentos para o tratamento do paciente.

A psicanálise é um corpo teórico, uma gama de conhecimentos, um campo de atuação profissional, uma forma de compreender o “modo de ser” das pessoas e uma “técnica” que ajuda o sujeito a se perceber e a melhorar sua relação consigo mesmo e com o mundo.

Quando uma pessoa decide procurar um psicanalista ela pode ter como objetivo amenizar um grande sofrimento psíquico, buscar o autoconhecimento ou querer melhorar a qualidade de suas relações, por exemplo.

Então, nas sessões (assim são chamadas as “consultas”), a pessoa vai falando acerca de suas questões e o psicanalista, com seus conhecimentos teóricos e técnicos, vai montando uma espécie de quebra cabeça. Ocorre que, ao falar ao psicanalista, a pessoa se escuta, e ela mesma vai se decifrando com a mediação e intervenção do profissional. É como se as questões, os sentimentos, pensamentos, ações dessa pessoa fossem uma linha toda embaraçada. O papel do psicanalista é colaborar para desembaraçar essa linha junto com a pessoa (o psicanalista não desembaraça sozinho). Quem decide o quanto da linha, o tempo e a forma que a linha será desembaraçada é a pessoa. Porém, conforme essa linha vai ficando livre, a pessoa pode começar a tecer o que quiser.

A formação do psicanalista deve ser pautada do chamado tripé psicanalítico:

  • Teoria (estudo do conhecimento produzido)
  • Análise pessoal – todo psicanalista deve, obrigatoriamente, fazer análise com outro psicanalista
  • Supervisão de casos clínicos – todo psicanalista deve submeter seus casos a um psicanalista mais experiente, principalmente no início da carreira ou casos mais difíceis (mantendo o anonimato da pessoa atendida)

Essa formação, defendida desde os tempos de Freud, favorece a competência na condução do processo de análise e no estabelecimento uma relação saudável entre psicanalista e analisando (pessoa que faz análise).

Atualmente a formação de psicanalista no Brasil é feita na modalidade de curso livre e cada escola define os critérios para admissão e a duração do curso, que pode levar anos. Porém um psicanalista está sempre em formação, pois o processo é constante.

Além dos cursos livres, também há especializações e programas de mestrado de doutorado para os que almejam seguir carreira acadêmica.

Existem diversas vertentes psicanalíticas, oriundas dos estudiosos das escolas psicanalíticas, desde as mais clássicas de Freud até as mais contemporâneas. Em linhas gerais a psicanálise acredita que as relações humanas têm como protótipo as primeiras relações que o bebê teve com seus cuidadores (por exemplo, a mãe) e que estas ficaram em uma memória de difícil acesso (inconsciente).

A psicanálise é indicada para o (re) estabelecimento do equilíbrio emocional, autoconhecimento, depressão, fobias, angustia, TOC, dificuldades sexuais, compulsões, e outras situações que causam sofrimento e dificuldade de convívio social.

 

Psicanálise Psicologia Psiquiatria
Formação Graduação + Cursos livres – tripé de formação do psicanalista:

-teoria psicanalítica

-análise pessoal

-supervisão de casos

 

Graduação em psicologia Graduação em medicina
Profissional Psicanalista ou

Analista

Psicólogo Médico psiquiatra
CBO

Código Brasileiro de Ocupações

25155-0 25151-0 22413-3
Conselho Federal Não há

Filiação Sindical – Sinpesp

CRT – Conselho de Auto Regulamentação de Terapia

CRP – Conselho Regional de Psicologia (UF) – CFP

Conselho Regional de Psicologia

CRM

Conselho Regional de Medicina – (UF)

Conselho Federal de Medicina

Lei que regulamenta Constituição Federal – Ocupação de exercício livre Lei Federal 4119 de 1962 Lei Federal no. 12842 de 2012

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