Quanto custa a sessão?

Quando uma pessoa decide iniciar o acompanhamento psicopedagógico ou psicanalítico para si, ou para uma criança sob sua responsabilidade, um dos fatores que interferem é o “quanto custa cada sessão”. Muitas vezes, ao entrar em contato com o profissional, essa é a primeira pergunta que se faz. Compreensível, claro, pois a pessoa tem a intenção de averiguar se o valor cobrado caberá ou não em seu orçamento.

O que muita gente não sabe é que o pagamento das sessões faz parte do processo terapêutico, pois implica uma relação de transferência entre a pessoa e seu terapeuta.

Por questões éticas os psicopedagogos e psicanalistas não podem divulgar os preços de seus atendimentos de forma publicitária (assim como os médicos, fonoaudiólogos, psicólogos e outros) por isso, para saber “quanto custa a sessão”, a pessoa interessada precisa entrar em contato com o profissional.

Se por um lado, para estabelecer um preço, o profissional deve considerar uma série de fatores, alguns mais objetivos e concretos como custos de sua formação (inicial e continuada) que geralmente são muito altos, valor de aluguel, condomínio, IPTU, manutenção e limpeza do consultório, contas de água, luz, telefone, internet, salário da secretária e também outros fatores mais subjetivos como o “quanto vale seu trabalho”. Por outro lado, o pagamento dos honorários profissionais não devem ser mais um peso na vida da pessoa que busca auxílio.

Por isso o valor a ser pago deve ser justo. Nem muito alto, a ponto de causar prejuízos a quem paga, nem muito baixo, a ponto de comprometer a manutenção do consultório e subsistência de quem recebe.

Por isso, ao perguntar “quanto custa a sessão?”, a pessoa pode fazer uma reflexão:

Como a pessoa que busca o auxílio profissional sente esse pagamento? É um custo a mais? Mais uma conta para pagar? Ou é um investimento em si ou em alguém que ama? O valor cobrado cabe no orçamento familiar? Vai precisar cortar serviços essenciais da família ou vai precisar apenas ajustar e eliminar outros gastos? Ou então, está muito barato? Será que esse profissional é bom, pois cobra tão barato?

O importante é procurar manter o equilíbrio financeiro e buscar o profissional em quem se possa confiar. Nesse quesito, uma conversa inicial franca pode esclarecer as dúvidas.

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